Jantar da "Ceita" em Bragança

24/05/06


Foi no passado dia 18 de Maio do presente ano, que a Ceita voltou a juntar-se num jantar que se esperava muito especial, pois era o reencontro da Ceita com aquela que foi a cidade que viu nascer e crescer a Ceita!!!De facto foi uma noite bastante especial, tendo em conta que estávamos em plena Semana Académica e só foi pena não terem comparecido todos os elementos da Ceita, pois de certeza que a noite seria ainda mais especial e mais "broken the louçe".
A noite começou com um farto jantar em Nogueira, em que da ementa constava a "verdadeira" posta de carne típica da região de Trás-os-Montes, que como é óbvio não podia falhar!! Durante o jantar falou-se de tudo, especialmente o relembrar dos bons momentos passados durante esses 4 magnificos anos em Bragança, que nunca serão esquecidos!!! A finalizar o jantar a Ceita "deu conta" de uma garrafinha de Williams Lawsons 15 anos, gentilmente cedida pelo Gil, que é um grande amigo que o Max trouxe do Marco de Canaveses e que se juntou a nós neste jantar....e até o Vasquinho bebeu um pouco!!!!!!!
Em seguida, fomos até ao Academia Café, que foi a segunda casa da Ceita no 4º ano, e aí os cumprimentos saudosos começaram, com os habituais abraços e beijinhos a alguns amigos e amigas que ainda estão por Bragança. E aí se pôs a conversa em dia e se revelaram pormenores das nossa vidas. De copo em copo, de garrafa em garrafa, de palavra em palavra a noite foi passando, e já estava na hora de apanhar o Stub (o famoso autocarro amarelo de Bragança) em direcção ao Nerba, que é o local habitual das Semanas Académicas, que por sua vez é o local habitual para "a puta da loucura"....e que muitas histórias conta!!!! No Nerba voltámos aos habituais cumprimentos e conversas, sempre acompanhadas das nossas bebidas, não estivessemos nós em Bragança. Em relação ás bandas que actuavam nesse dia, sinceramente não me lembro de as ver, mas também não era por elas que ali estávamos presentes. De vez em quando uma vaga de nostalgia invadia-nos, pois aquele é um sitio de muitas peripécias e acontecimentos, mas logo tudo se desvanecia com mais um trago na bebida. No final da noite, e já de dia, partimos em direcção ao "vale dos lençois" pois o cansaço já imperava.
Para finalizar, resta dizer que Bragança estava bela como sempre e que para o ano lá estaremos possivelmente para mais uma grande noite!

Pearl Jam - "Come Back"

14/05/06


Depois de seguidas e infindáveis audições ao novissímo album dos Pearl Jam, consegui finalmente escolher a minha música preferida do mesmo ... embora seja um bocado ingrato para o restante alinhamento do album, pois todo ele é constituido por grandes canções. Mas escolhi esta música pois é aquela que realmente me faz ouvir vezes seguidas sem que me canse, é aquela que me faz arrepiar de emoção e é aquela que me faz perceber porque os P.J. são uma banda especial. Uma belissima letra, aliada a um solo divinal de Mike McCready e aquele fim mágico que me faz lembrar a velhinha e sempre bela "Black". E no dia 4 de Setembro em Lisboa, espero que os Pearl Jam a toquem ... se possivel que seja uma das últimas para que possamos todos cantar em unissono o refrão "Come Back...Come Back"!!!! Quem já conhece a música percebe o que quero dizer, e quem não conhecer aconselho a ouvir. E é por isso que deixo aqui a letra da música "Come Back" dos Pearl Jam. Keep rockín´my life guys.....

If i keep holding out,.... will the light shine trough?
Under this broken roof,.... it's only rain that i feel
I´ve been wishing out the days,.... come back.

I have been planning out,... all that I'd say to you,
Since you slipped away,... know that I still remain true,
I've been wishing out the days,...

Please say, that if you hadn't of gone now
I wouldn't have lost you another way
From wherever you are,... come back.

And these days, they linger on
And in the night, as I'm waiting on
The real possibility I may meet you in my dream
I go to sleep

If I don't fall apart,.... will the memories stay clear?
So you had to go,..... and I had to remain here

But the strongest thing to date
So far away
And yet you feel so close
And I'm not gonna question it any other way

There must be an open door
For you to
Come back

And the days, they linger on
And every night, what I'm waiting for
Is the real possibility I may meet you in my dream

And sometimes you're there
And you're talking back to me
Come the morning I could swear you're next to me

And it's okay.

It's okay.It's okay.

I'll be here
Come back
Come back (3x)...

Tudo Vai, Tudo Volta


“Tudo vai, tudo volta;eternamente gira a roda do ser.
Tudo morre, tudo refloresce, eternamente transcorre o ano do ser.
Tudo se desfaz, tudo é refeito;eternamente constróí-se a mesma casa do ser.
Tudo se separa, tudo volta a se encontrar; eternamente fiel a si mesmo permanece o anel do ser.
Em cada instante começa o ser; em torno de todo o “aqui” rola a bola “acolá “.
O meio está em toda parte. Curvo é o caminho da eternidade”.

Friedrich Nietzsche in "E assim falava Zarastrusta"

Pearl Jam em Lisboa...e eu já tenho o "rectângulo mágico"

29/04/06


Volvidos 6 anos sobre a ultima aparição dos Pearl Jam por terras lusas e concerto esse que estive presente como fã incondicional da banda de Seattle, ainda hoje é o dia que recordo aquelas 2 horas e meia de pura magia. E é por isso que já estava com saudades de ver em palco Vedder e os seus fieis companheiros de viagem. Sim, porque acima de tudo os Pearl Jam são uma banda de tocar ao vivo. Da simplicidade do palco, á forma de cativar e acarinhar o público por parte de Vedder, tudo é como se fosse perfeito. E se há coisas perfeitas neste Mundo de imperfeições, um concerto de Pearl Jam é sem dúvida uma forma de nos fazer sentir bem e de esquecer os constantes acontecimentos negativos que todos os dias surgem no Mundo. Que saudades tinha vossas rapazes!!!Sim...eu posso tratá-los por tu, pois eles são como os verdadeiros amigos, que estão presentes quer nos bons quer nos maus momentos. E a presença deles é como aquela voz amiga que a cada verso, a cada acorde nos comforta a alma e nos faz sentir especiais. Para além das razões do coração, outras há também que justificam a minha presença nos concertos de Setembro. É que depois do ‘experimentalismo’ ensaiado nos últimos anos, Eddie Vedder e companheiros voltaram a pegar o rock de caras e a exibir um descarado fulgor em palco. É caso para dizer...nunca mais chega Setembro pois eu já tenho o "rectângulo mágico"!!!

"Waitin’, watchin’ the clock..."

Loucura em Londres para ver os Pearl Jam

22/04/06


O grito ecoava alto pelos túneis da estação de metro de Tottenham Court Road "Anyone is selling tickets for Pearl Jam?". O rapaz gritava e voltava a gritar a mesma frase - a frase do desespero. Na Charing Cross Road, lá em cima, junto às portas da Sala Astoria, os caçadores de ingressos eram muitos mais: centenas tentavam a sua sorte e alguns mostravam-se dispostos a pagar altas quantias por um dos 1600 cobiçados rectângulos de papel que permitia o acesso ao primeiro e único concerto dos Pearl Jam desde há anos na Europa.O concerto revestia-se de particular importância para os fãs pelo facto de a banda de Seattle apresentar, pela primeira vez, o material do novo disco e, claro, pela oportunidade rara de ver os Pearl Jam numa sala pequena - a título de comparação, dir-se-á que é mais pequena que uma Aula Magna ou pouco maior que um Hard Club. E quando a isso se junta o facto de grande parte da lotação da sala ter sido reservada para convidados como Robert Plant ou imprensa de toda a Europa, torna-se fácil imaginar os preços pedidos por alguns candongueiros sem escrúpulos houve quem vendesse bilhetes a 350 libras.A pouco mais de hora e meia para o início do concerto, o ambiente tornou-se particularmente animado com os fãs num fila interminável que desaguava pelo Soho. E quem estava na dianteira de todos? Simples duas jovens portuguesas vindas de propósito para o concerto. Arriscaram e ganharam: compraram um bilhete de avião mesmo sem tendo bilhete para o concerto. E conseguiram entrar.Perante todo este cenário, não admira que os Pearl Jam tenham sido recebidos com uma estrondosa ovação. Em duas horas tocaram 23 canções e foram obrigados a regressar três vezes. Resumidamente, dir-se-á que a banda, em palco, continua igual muito coesa, bastante simples, sem adereços ou parafernália cénica e muito humilde - por várias vezes os músicos fizeram questão de chegar perto da plateia e cumprimentar os fãs.A primeira canção a ouvir-se foi o novo single "Worldwide Suicide", seguida por "Life wasted e "Severed hand". Todavia, é fácil imaginar que o público reagia muito melhor ao material antigo "Even Flow", já mais à frente, ou "Betterman" (cantada em uníssono pela sala inteira), são apenas dois exemplos. As restantes canções foram as seguintes: "Unemployable", "Gone", "Sad", "I am mine", "Insignificance", "Army reserve", "Present tense", "Marker", "Do the evolution", "Why go?", "Man of the hour", "Given to fly", "Small town", "Porch", "Comatose", "Leaving here", "Yellow ledbetter" e, a fechar, "Alive", claro.Depois de terem vendido mais de 60 milhões de discos em todo o mundo, os Pearl Jam vão lançar o próximo disco - de título homónimo - no dia 2 de Maio. As opiniões entre os fãs que já ouviram as canções dividem-se entre o deslumbre total e o mero contentamento.Entetanto, a banda de Seattle vai regressar ao continente americano para uma digressão e só voltará à Europa daqui a uns meses. Seis anos volvidos desde que anunciaram que não mais deveriam actuar em espaços ao ar livre devido ao acidente que levou à morte de nove fãs no festival Roskilde, na Dinamarca, os Pearl Jam têm planos para voltar a alguns festivais europeus no próximo Verão. Nos dias 4 e 5 de Setembro, a banda actua no Pavilhão Atlântico, em Lisboa. Os bilhetes são colocados à venda no próximo dia 29, com preços que oscilam entre os 28 e os 40 euros.

in "http://jn.sapo.pt/2006/04/22/cultura/loucura_londres_para_os_pearl_jam.html"

Encontro Ibérico de Desporto, Tavira 2006

20/04/06


A Ceita tal como o prometido esteve em Tavira no Encontro Ibérico de Desporto e de entre cerca de 1800 participantes, 4 eram da Ceita...Em relação aos resultados desportivos, pouco há a dizer, a Ceita esteve representada no torneio de ténis de praia sendo eliminado ao 2º jogo pela equipa que veio a vencer o torneio...Para além disso a Ceita teve momentos de grande classe num torneio triangular com duas equipas espanholas, tendo inclusivamente um dos seus membros ficado a ser conhecido como "Maradona", grande Vasco...Para o ano há mais e a Ceita estará novamente representada em Tavira esperamos nós com um número mais elevado de participantes...Se Bem Ceita...

in " http://aceitasebem.no.sapo.pt "

A Liberdade Nunca é Real


Se examinarmos um indivíduo isolado sem o relacionarmos com o que o rodeia, todos os seus actos nos parecem livres. Mas se virmos a mínima relação entre esse homem e quanto o rodeia, as suas relações com o homem que lhe fala, com o livro que lê, com o trabalho que está fazendo, inclusivamente com o ar que respira ou com a luz que banha os objectos à sua roda, verificamos que cada uma dessas circunstâncias exerce influência sobre ele e guia, pelo menos, uma parte da sua actividade. E quantas mais influências destas observamos mais diminui a ideia que fazemos da sua liberdade, aumentando a ideia que fazemos da necessidade a que está submetido.
(...) A gradação da liberdade e da necessidade maiores ou menores depende do lapso de tempo maior ou menor desde a realização do acto até à apreciação desse mesmo acto. Se examino um acto que pratiquei há um minuto em condições quase as mesmas em que me encontro actualmente, esse acto parece-me absolutamente livre. Mas se aprecio um acto realizado há um mês, ao encontrar-me em circunstâncias diferentes, a meu pesar, se não tivesse realizado esse acto, não existiriam muitas coisas inúteis, agradáveis e necessárias que derivam dele. Se me translado com a memória a um acto mais remoto, a um acto de há dez anos ou mesmo mais, então as suas consequências ainda se me apresentarão mais evidentes e ser-me-á difícil representar-me seja o que for, caso aquele acto remoto nunca tivesse existido. Quanto mais retroceder na minha memória, ou, o que vem a dar na mesma, quanto mais projectar no futuro o meu juízo, tanto mais duvidosos me parecerão os meus raciocínios acerca da liberdade do acto realizado.


Leon Tolstoi, in 'Guerra e Paz'