Quentin Tarantino de regresso à realização com um espectacular filme de acção. "À Prova de Morte" é a história de um piloto assassino (Kurt Russel) que persegue as suas vitimas, raparigas adolescentes e provocantes, com um possante carro que utiliza como arma mortífera.
No elenco além de Kurt Russel podemos ainda ver Rosário Dawson e Rose McGowan, entre outros.
Já agora, e caso não saibam, este filme faz parte de uma split entre Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, que realizou Planet Terror.
Segundo o Jornal O Público de ontem: "O primeiro computador portátil de baixo custo, que deverá ser vendido a apenas 100 dólares (72 euros) nos países mais carenciados, já está em fase final de produção. Segundo a BBC online, o projecto já obteve luz verde por parte dos fornecedores dos 800 componentes.
O portátil XO faz parte do projecto One Laptop per Child (um computador por criança), idealizado por Nicholas Negroponte, arquitecto, especialista em computadores e fundador do Media Lab do MIT (Massachusetts Institute of Technology). O One Laptop per Child tem como objectivo "dar às crianças — até nas regiões mais remotas do planeta — a oportunidade de desenvolver o seu potencial, de se confrontarem com um universo de ideias e de contribuírem para uma comunidade mundial mais produtiva e saudável", conforme se pode ler no site oficial do projecto."
Eu acho este projecto uma excelente ideia, mas quem é que vai comprar este portátil? Os governos desses países, que posteriormente os oferecem às suas crianças? É que se assim não for, não vejo como será possível, aos pais dessas crianças poderem comprar o dito computador aos seus filhos, visto que custa a módica quantia de 72 euros. E não me parece que uma familia pondere sequer deixar de comer para puder deliciar os seus filhos com um computador. Isto se tivermos a falar de familias que vivem de baixos rendimentos, pois já nem falo daqueles em que vivem em pobreza extrema.
Espero realmente que este projecto siga em frente, mas que o portátil seja facultado às fámilias sem custos, ou então, por um preço mais ajustado às economias das familias... mas não me "cheira" que isso vá acontecer... infelizmente.
Os The Lovekevins são um projecto de indie/ electro/ pop sueco que acaba de lançar álbum novo entitulado, Vs The Snow. É um álbum bastante alegre e que explora ao máximo todos os contornos do indie-pop. "Eurovision" é um excelente exemplo disso.
Boa música, vinda de um país que a cada dia que passa, nos surpreende com novas e excelentes bandas.
Raise the Alarm , o álbum de estreia dos Sunshine Underground editado em 2006, valeu-lhes comparações a Franz Ferdinand e Kaiser Chiefs. "Commercial Breakdown" e "Put You in Your Place" deram que falar e ajudaram a eleger a banda como um dos novos valores do rock alternativo britânico. "Borders" é o novo single da banda. Os Sunshine Underground actuam no festival Heineken Paredes de Coura a 15 de Agosto. A banda de Leeds actua no último dia do festival, o mesmo em que sobem ao palco os Sonic Youth e os Cansei de Ser Sexy.
Após uma semana fora das lides cibernáuticas, aqui o "je" está de volta... mas só por uma semana, pois dia 30 começam as minhas férias propriamente ditas... hehehe!!!!
Os Gogol Bordello são uma banda de Nova-Iorque, que acaba de editar Super Taranta!, o mais recente álbum da banda, que mais uma vez nos trás o Gipsy-Punk bem característico da banda.
A música que dá título ao álbum "Super Taranta!" é um excelente exemplo de como é possível fazer punk-rock bem inovador e refrescante.
Para quem estiver com vontade de ver estes (nem todos) "imigrantes de leste" americanizados, é só deslocar-se ao Festival Paredes de Coura no dia 14 de Agosto.
O álbum novo, está em alta rotação durante a semana, aqui no blog do "je".
A pergunta que se impõe neste momento é: "o que seria do rock n´roll se não existissem os Ramones?". A resposta eu não a sei ao certo, mas certo é que a minha vida não seria tão rica musicalmente, se eles nunca se tivessem lembrado de em 1974 comprar (roubar) uns instrumentos e resolverem tentar sacar uns sons de lá.
A 1ª vez que ouvi os Ramones, foi através do álbum It's Alive, que estava gravado numa k7. Olhei para o alinhamento e achei estranhissimo o facto de 27 músicas conseguirem caber numa k7 de 90m e ainda sobrar imenso espaço para outras gravações. Mesmo assim... lá fui ouvir. Andava eu na fase grunge e punk dos Green Day e Offspring, e aquilo soava-me... a brincadeira. Letras com um verso apenas e repetido 2 ou 3 x's, músicas com 3 acordes e aquela voz... que me parecia saída de uns desenhos animados. "Rockaway Beach" foi a 1ª música que ouvi, e a partir daí... tudo mudou. Estava completamente rendido. Aquilo passou a ser ouvido quase 24 sobre 24 horas no meu walkman.
Parafraseando Thurstoon Moore dos Sonic Youth em relação à 1ª vez que ouviu os Ramones, "como é que será o som destes gajos?... isto não é o que estava á espera... mas isto fazia-nos sentir bem de imediato". Nem mais. A primeira vez que ouvi algo dos Ramones fiquei... sem palavras. Tb não era nada do que estava á espera.
"Havana Affair" que pertence ao 1º álbum é sem dúvida um hino ao rock n' roll puro e duro e sem artificialismos. Para mim é melhor música punk de sempre.
"I Wanna Live" é das minhas preferidas dos últimos álbuns, que mostravam uns Ramones bem mais coesos, quer musicalmente, quer em termos de escrita, mas que já não fascinavam tanto.
E para quem diz que o punk começou com os Sex Pistols em 1977, engana-se... Blitzkrieg Bop, o 1º single dos Ramones em 1975 já ecoava nas cabeças dos junkies de New-York.
O mais recente álbum dos Air, Pocket Symponhy é um registo mais ambiental, deixando de fora a normal estrutura pop das suas músicas, mas em "Mer du Japon", o novo single da banda, encontramos uns Air mais "reconhecíveis, com vozes manipuladas electronicamente e teclados mais expeditos", como é facilmente reconhecido nos registos anteriores da banda. (fonte Blitz)
Se quiserem ver este duo francês ao vivo, é só deslocarem-se hoje ao Coliseu de Lisboa pelas 21h30, num concerto inserido no Festival Dance Station.
Aqui ficam algumas fotos tiradas por mim neste fim-de-semana, daquele que é um dos meus hobbies preferidos dos fins de tarde no Verão: fotografar o pôr-do-sol.
"Os Sonic Youth podem ser considerados como um fenômeno musical, uma vez que o sucesso e o reconhecimento que a banda possui é bastante improvável entre grupos que não tem compromisso com padrões musicais e que actualmente imperam no mercado, e muito menos com a postura mainstream que grande parte dos grupos de sucesso comercial ostentam hoje em dia. Muito pelo contrário. E talvez seja por essa aversão aos padrões e convenções reinantes, pela honestidade artística e coragem de fazer música pela música sem medo de experimentar, e por fim, pela atitude "do-it-yourself" que a banda sempre pregou, talvez sejam por esses motivos que os Sonic Youth possuem uma legião fiel de fãs e reconhecimento por parte dos media, tendo se tornado assim num ícone da música e cultura alternativa americana dos anos 80 e 90". (fonte wikipédia)
Sem dúvida que os Sonic Youth sempre se mantiveram à margem dos grandes sucessos comerciais, mas no ínicio dos anos 90, especialmente com a edição de Dirty, o sucesso bateu-lhes à porta e até os vídeos passavam exaustivamente na MTV. Canções como "100%", "Sugar Kane" e "Youth Against Fascim" fizeram a delícia de muitos... inclusive eu!!!
Mas foi em 1995 e com a edição do álbum Washing Machine que eu realmente passei a adorar esta banda, principalmente devido à música que fechava o álbum: "Diamond Sea". Ainda hoje é a minha música preferida dos Sonic Youth... como também é a música da minha vida!!!! Simplesmente perfeita...!!!! A versão da música que está em "posto de escuta" é a versão do álbum, logo, são quase 20 min. de música em que os últimos 10 min. são de pura loucura e experimentalismo!!!!
E para quem pensa que os Sonic Youth já deixaram as lides musicais, dia 15 de Agosto nas margens do Rio Coura, os Sonic Youth serão cabeças de cartaz do último dia do Festival Paredes de Coura.
As restantes bandas do alinhamento dos dias 3 e 4 que me desculpem, mas eu vou apenas tecer comentários sobre aqueles que para mim foram os grandes concertos a que assisti. No dia 3... Arcade Fire, e no dia 4... LCD Soundsystem.
Dia 3
(foto tirada do site da Revista Blitz)
Há uma coisa que tenho de dizer: ainda estou aterrado com o brutal concerto de ARCADE FIRE!!! Simplesmente fantástico... É pá... as palavras são poucas para conseguir descrever aquilo que se passou entre as 00h e a 01h30 da noite de dia 3 de Julho no Parque Tejo em Lisboa. Se em Paredes de Coura há 3 anos eu fiquei boqueaberto com a actução destes canadianos, desta vez, foi só a confirmação de que o que tinha acontecido em 2004 não tinha sido obra do acaso. Ainda bem que me desloquei lá baixo, pois o dinheiro foi sem dúvida muito bem empregue. A gente dançou, cantou, aplaudiu, sentiu, saltou... foi realmente uma coisa que só vista, pois contada ninguém acredita, como se costuma dizer e bem. Ponto alto da noite: Rebellion (Lies) e Wake Up. Ambas as músicas são autênticas obras de arte, mas ao vivo, esse estatuto é elevado a patamares bem mais altos, pois a energia é tanta a que sai daqueles instrumentos (a banda são 9 elementos) que é impossível ficarmos imunes ao som. Lindo... lindo. Voltem depressa!!! Desta vez em dose-dupla. Em Lisboa e Porto.
Dia 4
(foto retirada do site da Revista Blitz)
No dia 4, os LCD Soundsystem foram os reis da noite, e justificaram plenamente serem os cabeças-de-cartaz de um dia que já se esperava com menos gente do que nos dias anteriores. Quem conhece a sua discografia já sabia que aquele palco se iria transformar em autêntica pista de dança. Mais uma vez, era impossível estar quieto, pois o som que saía daquelas colunas era avassalador. Quando aquelas músicas começam a tocar, é a loucura!! A combinação baixo, bateria e voz, por vezes dava a sensação que estavamos a ouvir em cd, pois parecia impossível alguém produzir música de dança com aqueles instrumentos. Mas era tudo real... e ainda bem. Ponto alto: Yeah! Sem dúvida a música que partiu tudo. Como se costuma dizer: "a casa veio literalmente abaixo". E realmente foi isso que aconteceu. Mais um concerto que valeu bem os euros dados pelo bilhete.
E porque nem só de música, se viveu o SBSR 2007, eu tive finalmente o privilégio de conhecer algumas pessoas... simplesmente fantásticas. Aqui da blogoesfera, tive o enorme prazer de conhecer o "grande" Jaleco. Xiça... ele realmente é mesmo grande... e até como pessoa é grande. Valeu caro amigo. Aqui está a prometida foto, e reparem na diferença de alturas... e eu meço 1, 85 cm... por isso ;)) !!!
Também da blogoesfera (e não só), tive o enorme prazer de finalmente conhecer o Sr. Trópico e a sua respectiva (Srª Trópica), e só posso dizer que fiquei encantado em vos conhecer. São sem dúvida duas pessoas de simples trato e muito fixes. Só tenho a dizer bem de ambos... e já agora, mais uma vez muito obrigado pela boleia do recinto até ao Montijo. Se não fossem vocês... teria perdido o enorme concerto dos LCD Soundsytem... e tu também Trópico... hehehe!!!
Outros "pessoais" da net que conheci... ó pá... só posso dizer que fiquei extremamente agradado com a vossa maneira de ser e de estar. Foi muito bom poder partilhar esta experiência SBSR 2007 com vocês. Obrigado!!!!
E porque amanhã é dia de Festival SuperBock SuperRock...., aqui ficam os nomes grandes para o dia de amanhã e que me irão certamente brindar com uma noite de grande música e espectáculo!!!!
ARCADE FIRE
BLOC PARTY
KLAXONS
E como amanhã estarei por Lisboa, esta "tasca" estará fechada uns dias. O regresso é para dia incerto ainda, mas lá para quinta-feira, talvez esteja de volta... talvez!!!
Os rapazinhos de Austin, Texas acabam de editar álbum novo, chamado The Stage Names. A veia lo-fi e folk dos primeiros álbuns continua a prevalecer neste último, mas desta vez com um som mais delicado ainda. " Our Life is Not a Movie or Maybe" e "Plus One", são sem dúvida duas pérolas num álbum que promete dar muito que falar no universo indie e folk. É o disco da semana aqui no cantinho do "je".